domingo, 14 de agosto de 2011

A coragem para enfrentar a turbulência - III

Ontem estava em um engarrafamento e vi num carro o seguinte adesivo: “Refez minha história; Apagou meu passado; Tu és o Deus extraordinário”.

Esse adesivo me fez lembrar de uma frase do Rev. Nogueira, que não conheci, mas certamente foi iluminado pelo Espírito Santo de Deus ao responder, “quando alguém comentava que ‘Deus escreve certo por linhas tortas’, afirmava em alto e bom tom: ‘Não! Deus escreve sempre certinho, nós é que somos vesgos!’”

Então para evitar o estrabismo em relação às coisas de Deus, faz-se necessário observar essa parte do Evangelho de Mateus (Mt 14,22-33) que relata o perigo que os discípulos passaram, como um momento de chamado do Senhor; um chamado para uma vida nova, uma vida plena, uma vida pautada nos princípios de Deus.

Então, caso esse seja um momento da sua vida onde você esteja se sentindo sozinho e pensando que Jesus se afastou de você e lhe deixou a deriva; ou então, pode ser que você nunca tenha encontrado o nosso bom e terno Deus de frente; quero lhe dizer que hoje, certamente, é a oportunidade para dirimir essas situações;

Até porque, em qualquer uma dessas duas hipóteses, você tem que ter a certeza que o Senhor cria, dia após dia, oportunidades para estar bem junto de você; Ele procura meios e formas, até alguns subterfúgios para se aproximar da sua vida como um pai amoroso. Ele é Àquele que caminha sobre as águas e que vai lhe conceder a dádiva definitiva de caminhar com Deus. Àquele que caminha sobre as águas quer ir ao seu encontro; então, sinta-se protegido por Deus, porque você é precioso para Ele; Deus lhe trata como a “menina de Seus olhos”; e, não importa neste momento quão grande seja a tempestade, e muito menos, quão grande estejam às ondas do mar! O nosso Deus é maior do que tudo isso.

Mas, se até hoje você tem se lançado ao mar sem Jesus; tem tomado suas próprias decisões sem orientação do Senhor; se você tem se atirado no mundo sem saber exatamente qual a direção a tomar; olhe para Àquele que vem sobre as águas e que vai lhe estendendo a Sua mão, para lhe conduzir por caminhos novos. Creia nisso; não chame Deus de pai, isso não é suficiente, chame Ele de paizinho; ou para os nordestinos como eu, chame Deus de “painho”; coloque na sua relação com Deus a intimidade de um filho que nos momentos de alegria e de dor pode descansar a cabeça no ombro do seu Pai amado; e, agindo assim, Deus, através do Seu infinito amor vai abrir para você um céu de brigadeiro!

E, Ele faz tudo isso porque Seu grande objetivo é viver no seu coração; o Seu grande objetivo é que você possa olhar para Ele como um pai amoroso e reconhecer N’Ele o seu refugio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angustia; Porque, quando Ele diz uma palavra, a sua história muda... Ele fala, e o curso de sua vida muda... Deus estende a Sua mão sobre você, e abre um céu de brigadeiro sobre sua vida.

Assim, independente dos nossos problemas, Deus vem nos mostrando, no passar dos tempos, que devemos pedir; mas não podemos nos esquecer de agradecer por tudo o que Ele já fez e vai fazer na nossa vida, independentemente do tamanho dos nossos problemas atuais.

Tenha a certeza de que Deus sempre responde ao nosso pedido, não existe nenhuma suplica sem resposta. Porém, Deus nos concede apenas três respostas para os nossos pedidos: Sim; não ou espere. Em alguns momentos nós queremos fazer que Deus responda exatamente o que e quando queremos ouvir; relegando a resposta que não nos interessa.

Pois, não existe nada de mágico na nossa relação com Deus, nem tampouco temos como negociar com Ele, por isso, que ao orar, não devemos nos que inquietar em manifestar os nossos desejos ou as nossas necessidades a Deus que tudo conhece; tendo a convicção de que “todos os meus desejos estão diante de ti” (Sl 37,10).

E, é por conta desse Salmo que não podemos esquecer que todo o Ministério de Jesus utiliza a prática e os resultados concretos desta prática, que estimula todos nós a crescerem juntos, na busca do conhecimento, da reflexão e da ação que leva a transformações. Afinal, foi Ele mesmo que disse: “Aprendei de mim.” (Mt 11,29) e “Sede vós perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mt 5,48);

Até porque, Deus nos mostra que para ouvir a Sua os nossos corações devem estar abertos àquilo que o Senhor quer nos comunicar; ou seja, temos que estar dispostos a transformar o mundo em um lugar melhor para se viver, pois “Ele era cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).

Por tudo isso, eu espero que possamos juntos dizer não só no dia dos pais, mas muitas vezes durante o ano:
Paizinho do céu, “painho” querido, muito obrigado pela dádiva de ser Teu filho; muito obrigado pela certeza de que Tu nos concederá cada novo dia, mais sabedoria, discernimento, amor, e todas as demais características do nosso irmão mais velho Jesus Cristo; e você faz isso como um Pai perfeito que fores, és e sempre serás para que todos nós; pois essa certeza nos fará apregoar que “se ando em meio à tribulação tu me refazes a vida;” (Sl 138-7).


                                                                                                       Rev.Antonio Bastos








quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A grandeza do nosso Deus no mundo

Ontem constatamos juntos (veja como estou pretensioso!) que o Evangelho de Mateus (Mt 14,22-33) traz a tona uma certeza: Devemos seguir as determinações de Jesus, mesmo que elas nos levam ao “olho” da tempestade; porque Deus, através do Seu Espírito Santo, no momento certo estará com a Sua mão estendida para nós.

Mas, para que isso aconteça, nunca devemos tirar os nossos olhos de Jesus. Veja o exemplo de Pedro, quando sentiu o vento, ficou com medo, deixou de olhar para o Senhor e começou a afundar. Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: “Homem fraco na fé, por que você duvidou?”. A grande lição que essa passagem nos ensina é que muitas vezes nós tiramos os olhos de Deus quando tudo vai bem.

Pedro estava vivendo uma experiência magnífica, jamais experimentada por ninguém. Pedro teve a chance de romper as leis da física e caminhar sobre as águas; mas, durante esse momento espetacular Pedro tira os olhos de Jesus e começa a afundar. Muitas tiramos os olhos do Mestre, perdemos o foco e passamos a olhar somente para a tempestade e esquecemos que o sol vai brilhar logo em breve; é por isso que afundamos.

Note que de todos os apóstolos, Pedro foi sempre o mais impetuoso e agitado; e, imagino que foi exatamente por isso que Pedro foi aquele que mais Jesus experimentou. Mesmo assim, Pedro teve as suas contradições, uma hora ele está em cima outra em baixo.

E, quando Jesus pergunta o que dizem os homens quem Ele era, os discípulos começam a dar as opiniões da população; mas, Pedro salta e diz “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16) ao que Jesus responde dizendo “Bem aventurado és tu Simão filho de Jonas, porque não foi carne nem sangue que te revelou mais o meu pai que está nos céus” (Mt 16,17).

E, Pedro pensa, “Tô bem na fita”, porque ser elogiado por Deus não é coisa para todo mundo; mas, naquela mesma tarde quando Pedro se intromete na Palavra do Senhor e ouve o oposto quando Jesus diz a ele “Fique longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!” (Mt 16,23);

E, Pedro reflete: “De manhã eu fui bem aventurado, agora Ele me chama de satanás, quem eu sou?”. Esse era Pedro. Mas não parou por ai, Pedro chegou até a negar que conhecia Jesus por três vezes; mas Jesus o restaurou e quando Pedro, na praia do mesmo Mar da Galileia, afirmou que amava o Senhor por três vezes, Jesus deixa Pedro como o responsável para continuar a sua Igreja, dizendo: “Tu és Pedro e sobre essa pedra erguerei a minha Igreja. Tudo o que ligares na terra, será ligado no céu. Tudo o desligares na terra, será desligado no céu. E, as forças do mal nunca prevalecerão contra Ela” (Mt 16,17-18).

E, Pedro, cumprindo a missão que Jesus lhe deixou, acabou sendo preso e, ao lhe dizerem que ele iria morrer crucificado como Jesus, ele disse: “Não eu não mereço morrer como o meu Senhor”; e pediu que o crucificassem de cabeça para baixo. E, assim foi feito.

Pedro é o exemplo que a nossa confiança em Jesus deve ser ilimitada; então, meus queridos tenham a certeza absoluta de que Jesus te localiza onde você estiver; Jesus tem conhecimento de toda a sua vida, de todos os seus passos, de todas as suas necessidades. Jesus é O Deus poderoso que caminha sobre as águas, e anda no meio da tempestade, e quer te livrar de todos os males.

Então saiba que as tribulações, as tempestades que você passa na vida, não tem outra finalidade a não ser mostrar toda a glória de Deus. Vou afirmar algo que talvez você não saiba: É através das tribulações que você cresce; é através das tribulações que você se torna uma pessoa mais madura. E isso demonstra que o único meio de amadurecermos a nossa fé, é só mesmo quando passamos por momentos difíceis, duros, que chacoalham a nossa vida, parecendo nos querer engolir ou derrubar. Então use as tempestades da vida para testemunhar a grandeza do teu Deus ao mundo.

E, isso demonstra que os problemas são inevitáveis e, que são também uma forma de nos ajudar a crescer espiritualmente; ou seja, Deus está mostrando a cada um de nós que independente do tamanho dos nossos problemas, angústias ou decepções, devemos, sempre, ver neles o potencial necessário para que, com muito trabalho, possamos transformá-los em, primeiramente, uma carga mais leve e, logo em seguida, no combustível necessário para seguirmos a diante e chegarmos mais longe.

Lembre-se que Jesus pode nos ajudar a administrar os nossos fardos e cargas que hoje nos parecem demasiadamente pesadas. Está em Mateus 11,28 “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Então, se você tem dificuldade em solucionar problemas? Lembre-se que Deus o ajudará. O único pré-requisito é pedir, porém, pedir com fé, não duvidando; pois, aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. Ou seja, devemos, sempre, confiar nas promessas de Deus e nunca em nós mesmos, tendo a nítida, clara e incontestável certeza que todos os planos que Deus tem para nós são bons; tendo sempre em mente que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8,28).


                                                                                                  Rev. Antonio Bastos








quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A coragem para enfrentar a turbulência - II

Nesta quarta-feira, quero lhe dizer que Deus vai surpreender você! Você pode até se assustar com essa afirmação, mas ela pode ser comprovada no texto do Evangelho de Mateus (Mt 14,22-33) que relata a pequena odisséia dos discípulos na travessia do Mar da Galileia;

Na verdade, a minha certeza de que Deus vai surpreender você, demonstra, nas suas entrelinhas, que obedecer à voz de Deus não nos isenta de problemas, nem tampouco dos revezes que a vida nos prepara. Mas não fique triste, até porque, se a turbulência é algo que Deus planejou para você, saiba que você tem uma garantia: A garantia da vitória!

Por isso tenha coragem durante as tribulações da vida, tenha coragem ao se deparar com o céu escuro, pois quando o Senhor te enviar para o meio da tempestade, ele virá te socorrer na hora certa; então tranqüilize o seu coração, obedeça a Deus e você virá à vitória chegando lá no horizonte.

Até porque, que mesmo durante as turbulências, Deus realiza maravilhas na sua vida; isso fica muito claro quando Pedro disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. Jesus respondeu: “Venha”. Pedro desceu da barca, e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus” (Mt 14,28, 29). Esse pequeno dialogo, demonstra que é durante as tribulações que Deus vai se manifestar de forma extraordinária na vida daqueles que O adoram em espírito e em verdade.

E, isso fica muito claro, ao fazer uma pequena retrospectiva e constatar que nos momentos de tranqüilidade e calmaria, aonde tudo vai bem, nós temos a tendência, quase que natural, de não estarmos abertos às maravilhas de Deus;

Mas, é exatamente durante as tempestades que teimam em acontecer na nossa vida, que nos tornamos mais susceptíveis, mais dependentes de Deus e do Seu conforto. Então, digo a você hoje: Deus vai surpreender você! É por isso que a minha sugestão é que você não se feche aos milagres de Deus; mas, não é só isso, creia N’Ele como seu Senhor e Salvador, obedeça a Sua palavra, busque o Senhor de todo o seu coração; e, certamente, Ele fará maravilhas na sua vida.

Deus vai surpreender você! Deus vai operar coisas tão grandes que você nem pode imaginar. E, se Ele não abrir o mar para você passar, certamente Ele vai fazer você andar sobre as águas, exatamente como fez com Pedro. E, isso demonstra que Deus, pelo Seu amor incondicional vai surpreender você!

Por isso, digo sem medo de errar, que na história da humanidade não existe acontecimento maior e mais radiante do que a vinda ao mundo do Cristo Jesus, o Filho de Deus. E, sem temer ser repetitivo, isto aconteceu porque “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, o Senhor Jesus Cristo, para que todo aquele que nEle crê, não se perca, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16);

Porém, para tomar posse deste amor, é necessário uma ação nossa; até porque Deus não nos coage a estarmos ao Seu lado; todos nós somos nominalmente convidados a essa magnífica convivência. Ele faz isso porque é um cavalheiro e nunca irá nos forçar a nada; a decisão de segui-LO tem que brotar do nosso coração. Na verdade, o texto de Mateus demonstra o que devemos fazer na nossa vida como cristãos: Seguir as determinações de Jesus, mesmo que elas nos levam ao “olho” da tempestade;

Deus, através do Seu Espírito Santo, no momento certo estará com a Sua mão estendida para nós. Mas, para isso é necessário investir na reorganização do nosso mundo interior, levando em conta a Sua proposta; conhecendo e, tentando por em prática os parâmetros de Jesus para uma vida nova;

Para isso, é cogente responder um sonoro e seguro “sim” ao Seu chamado de amor e constatar que não devemos buscar soluções mágicas; devemos sim buscar em Deus as lições de como lutar incessantemente, procurando ir sempre em frente. Ou seja; mesmo durante as tempestades é necessário “seguir para águas profundas e lançar as nossas redes” (Lc 5,4).

O que não pode acontecer é fomentarmos um ceticismo exacerbado diante das adversidades da vida; o que devemos fazer quando elas teimarem em aparecer, é buscar a via média, que decorre, essencialmente, em procurar olhar as coisas que nos são apresentadas com muita atenção, crendo na bênção de Deus e na vida abundante que Ele nos concede; mas, sabendo que elas não se concretizarão em um “clique”.

Por isso, é imprescindível que cada um de nós possa fazer a sua parte para alcançar a tão sonhada felicidade e deixar Deus nos surpreender, “porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (II Co 2,17).


                                                                                         Rev. Antonio Bastos








A coragem para enfrentar a turbulência


Observando a dificuldade que os discípulos de Jesus tiveram durante uma tempestade no mar da Galileia e que foi e relatada por Mateus (Mt 14,22-33) e a reação de Jesus, podemos constatar que com Deus aprenderemos a enfrentar os problemas de frente; e o que é melhor, aprendemos a superá-los.

Além disso, em Deus somos aperfeiçoados para adquirir, cada vez mais, as características de Jesus; isto é, em Deus ficamos sensíveis para enfrentar as situações adversas, com um espírito aberto, focando a nossa força Naquele que nos concede a direção exata em meio das tribulações.

E, isso demonstra que Deus espera que você deseje ardentemente a Sua presença na sua vida. Até porque, você tem no seu coração a semente da Palavra do Senhor; e, graças a Deus por isso! Mas, isto só não basta; é necessário ter a Sua presença viva e pujante para que a essa Palavra germine, para que essa palavra lhe conceda direção, iluminação, amadurecimento e, principalmente, para que essa palavra lhe conceda a vitória.

É por isso que hoje, quero que você constate que a experiência, relatada por Mateus, demonstra que os discípulos tiveram durante a tempestade e o acolhimento de pai que Jesus concedeu àquele grupo. Jesus pegou na mão e acalmou tudo. Primeiro, quando a tempestade acontecer na sua vida, você deve identificar de onde vem a turbulência. O que quero dizer aqui, é que muitas vezes eu e você somos culpados pelos problemas que enfrentamos. Muitos de nossos problemas são conseqüências das nossas ações ou reações.

Mas, há vezes em que fazemos tudo certo, em que obedecemos fielmente à voz de Deus e ainda assim passamos por tempestades na vida. Vou explicar: Jesus mandou os discípulos conscientemente para o meio da tempestade. E, como já afirmei aqui Jesus não fazia nada por acaso, tenho certeza que Ele sabia exatamente as dificuldades que seus discípulos iam enfrentar e isso estava nos planos D’Ele.

Muitas vezes as turbulências que enfrentamos, são turbulências enviadas por Deus e ele sabe exatamente o que você irá, ou o que está passando. Nada do que acontece em nossas vidas pode fugir do controle de Deus.

E, diante dessa minha afirmação você pode perguntar: Será que Deus é sádico? Ele gosta de nos ver sofrer? Será que Deus age como um operador de marionetes nos levando de encontro do sofrimento? A minha resposta é bem direta: Não, não; e, definitivamente não. Devemos comparar Deus como um pai amoroso, que deve também ser homenageado no próximo domingo; Deus é um pai que mesmo não querendo que o filho sofra, o deixa seguir o seu caminho; deixa que o filho abuse do livre arbítrio, mesmo sabendo que o filho vai levar “uma trombada” da vida para saber o seu real valor.

Então não há como negar que os discípulos deveriam saber que se Jesus ordenou que eles entrassem no barco seguissem viagem, independente do tamanho da tempestade, Ele jamais iria abandoná-los. Da mesma forma você deve saber que Jesus jamais te abandona. Então, digo sem medo de errar que não interessa o tamanho da turbulência que você está enfrentado, Jesus sabe perfeitamente o que fazer para o vento cessar; Jesus acalma o mar. Então tenha uma certeza: Muitas vezes, Jesus nos manda direto para a tempestade, porém Ele não nos deixa só.

Então tenha coragem para enfrentar a turbulência, vivendo plenamente à frase do Senhor “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” (Mt 14,27). Até porque, a tua tribulação não será eterna, na hora certa Jesus irá ao teu encontro! As palavras relatadas por Mateus mostram claramente que Jesus deixou os discípulos somente durante o tempo necessário. Jesus apareceu na hora certa para prover o livramento. É por isso que eu quero te dizer que o Senhor pode e vai acalmar o mar da sua vida. Jesus não se atrasa, ele chega na hora certa! Meus queridos, Deus nunca falha. Ele nunca chega atrasado! Nós é que somos muito apressados.

E, para isso basta bater no peito e dizer: “Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel. A partir de agora, já me aguarda a merecida coroa, que me entregará, naquele dia, o Senhor, justo juiz, e não somente a mim, mas a todos os que anseiam pela sua vinda” (I Tm 4, 7-8).



Rev. Antonio Bastos







Entender a abrangência da mensagem de Deus

Vamos analisar uma maravilhosa experiência que os discípulos de Jesus tiveram durante uma tempestade no mar da Galileia e que foi e relatada por Mateus (Mt 14,22-33). E, para começar bem nossa análise, vou repetir uma frase do Senhor Jesus: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” (Mt 14,27).

Essa frase do Senhor Jesus foi dita em um momento onde os discípulos estavam diante do inesperado. Mas, hoje essa frase tem um destinatário especial: Você! Essa frase é suficiente para encerrarmos a nossa conversa da semana, porque ela diz tudo. Mas, não se preocupe que eu não vou fazer isso; até porque, essa frase do Senhor deve nos levar a refletir sobre uma pergunta que já ouvi algumas vezes: “Por que eu tenho problemas, mesmo estando em Cristo?”; e, completam: “Eu achei que Ele me livraria de todos os males! Afinal, eu busquei a Deus e uma igreja para melhorar a minha vida e não para piorá-la!”.

E, todas as vezes que me deparo com esses questionamentos, tenho a certeza que pensar assim é ter uma idéia muito simplista sobre o poder de Deus e o que esse poder pode fazer na sua vida. Mas, antes de passarmos a uma análise mais profunda dessa questão, é preciso ressaltar que a frase “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” (Mt 14,27) completa toda dinâmica da multiplicação dos pães e dos peixes; é por isso que Mateus nos apresenta a narrativa da travessia do mar da Galileia recheada de cenas supranaturais e com um conteúdo nitidamente simbólico. E, isso não acontece por acaso;

Até porque, depois da partilha dos pães e peixes que foram multiplicados por Jesus, o Senhor toma três ações distintas: Primeiro Ele manda os discípulos de barco para atravessar o Mar da Galileia e ir até Betsaida; depois despede a multidão; e, por fim, sobe a montanha para orar. Desses três momentos, escolho o primeiro para a nossa conversa: Os discípulos no barco, no meio do mar da Galileia, encontraram dificuldades devido ao vento contrário.

O “mar”, no texto de Mateus, representa o caos ameaçador que deve ser enfrentado por cada um de nós. É por essa razão que Jesus, andando sobre esse mesmo mar, chega até eles e se afirma como Aquele que partilha os pães e indica o caminho da superação do caos.

Porém, mesmo o Senhor sendo tão claro, os discípulos não conseguem entender a abrangência da Sua mensagem; e relevam toda a simbologia apresentada por Jesus.

É por isso, que hoje quero falar com você, especificamente com você, sobre as lutas que temos na nossa vida; lutas que sempre envolvem terceiros com temperamentos e personalidade diferentes dos nossos; aquilo que já falei, nós temos um tendência a achar que “o culpado de grande partes das coisas que nos acontece é sempre o outro”; mas, não é assim, então deixe de olhar para o outro, deixe de reclamar e constate que grande parte dos seus problemas podem ser resolvidos, ou quiçá, amenizados através de uma harmonia profunda com Jesus.

E, isso não é uma invenção da minha cabeça; até porque, para aquele que está em Jesus, os problemas ocasionais servem para mantê-lo em Cristo, depender D’Ele e permitir que Ele possa tranqüilizar o seu coração. Uma coisa é enfrentar a vida sozinho e sem qualquer parâmetro; outra coisa é enfrentar a vida com Deus no nosso lado.

E, por isso que devemos reconhecer a importância de Deus, buscando tomar para si à promessa de Deus que por mais de 20 séculos faz a todos nós: Que vamos receber do Seu Santo Espírito todas as condições necessárias para seguir em frente e nos transformarmos em embaixadores de Jesus, visando concretizar o Seu plano maior: À transformação do mundo.


Na verdade, o que Deus promete a mim e a você, é que além dos obstáculos, tribulações e decepções, vamos ter uma vida também recheada de soluções para que possamos alcançar a tão sonhada felicidade, sem nada temer, pelo simples e relevante fato de que “eu sei em quem eu tenho crido” (II Tm 1,12); então se você sabe em quem tem crido receba do Senhor uma dose extra de confiança, quando Ele nos diz “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”.


Rev. Antonio Bastos




terça-feira, 9 de agosto de 2011

O que Deus fez, faz e fará na nossa vida

Hoje vamos falar de um encontro; mas não é um encontro qualquer, é o encontro relatado por Mateus (Mt 3, 13 a 17) que descreve o batismo de Jesus por João Batista no rio Jordão. Mas, antes de falarmos desse encontro singular, faz-se necessário ter em mente que João Batista foi àquele que anunciava aos quatro cantos a proximidade do “juízo de Deus”;

E porque isso é importante? Porque, a mensagem de João Batista estava centrada na urgência da conversão; até porque, na opinião de João Batista, a intervenção definitiva de Deus na história para destruir o mal estava iminente; por isso ele incluía um rito de purificação pela água, que era um rito muito freqüente, aliás, entre alguns grupos judeus daqueles dias.

Ou seja, na perspectiva de João Batista, as pessoas deviam se arrepender e buscar um novo caminho; e foi para chamar às pessoas a esse arrependimento que João batizava na água. Até porque, na perspectiva de João, recusar a conversão significava ser destruído pela cólera de Deus, como a palha queimada pelo fogo.

O que é que Jesus tem a ver com isto? Qual o sentido leva o Filho de Deus a se apresentar a João Batista para receber o “batismo” de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados? A resposta fica muita clara, quando constatamos que para Mateus, o batismo é um momento privilegiado da manifestação de Jesus a humanidade: Antes de começar a sua atividade, Jesus Se define como humano e Se apresenta verdadeiramente às pessoas… E, para entendermos bem isso, podemos dividir o relatado de Mateus (Mt 3, 13 a 17) em duas partes: O diálogo entre João e Jesus (vers. 14-15) e a manifestação de Jesus como Filho de Deus (vers. 16-17).

O diálogo entre João e Jesus (vers. 14-15) explica porque é que Jesus vem ao encontro de João Batista para ser batizado… Pela resposta de Jesus, fica claro que o Seu batismo é um passo necessário, é uma condição essencial para que se cumpra o desígnio salvador de Deus (“convém que assim cumpramos toda a justiça”)… Na verdade, o cumprimento da “justiça” equivale, no contexto da teologia mateana, ao cumprimento da vontade de Deus (Mt 5,6.10.20;6,1.33;21,32).

Na verdade, Jesus Se apresenta, assim, como o “Filho”, que cumpre rigorosa e absolutamente a vontade do Pai (na cultura semita, a obediência era aquilo que definia a relação entre um filho e um pai… “Cumprir a justiça” em relação ao Pai era para um filho lhe obedecer incondicionalmente).

Por isso que, ao observarmos mais atentamente o exemplo de João Batista, podemos constatar o tamanho da nossa responsabilidade em demonstrar através das palavras e principalmente das nossas ações, que viver com Jesus Cristo significa, indubitavelmente, ter vida plena. E, que para colocar isso em prática devemos definir qual a nossa prioridade.

E, observando isso, lembro das palavras de William Shakespeare que disse: “O tempo é muito lento para os que esperam; é muito rápido para os que têm medo; é muito longo para os que lamentam; é muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade...”

Com isso Deus nos diz, textualmente, que devemos descer do muro e tomar uma posição clara sobre a inabalável certeza de que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13,8). Ou seja, Deus nos pede, através do exemplo do batismo de Jesus, que juntos possamos valorizar tudo aquilo que Ele já fez, faz e, certamente fará na nossa vida.

Mas isso só não basta é preciso bater no peito e dizer: “Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel. A partir de agora, já me aguarda a merecida coroa, que me entregará, naquele dia, o Senhor, justo juiz, e não somente a mim, mas a todos os que anseiam pela sua vinda” (I Tm 4, 7-8).

Rev. Antonio Bastos





Investir em um relacionamento com Deus


Hoje quero ressaltar a importância de viver na presença de Deus; e, isso faz uma enorme diferença. E, porque estou falando isso? A resposta é muito simples: O comportamento de José e Maria que foi descrito por Mateus (Mt 2,13 a 15 e 19 a 23) demonstra que mesmo se não houvesse nenhuma vantagem em nos aconchegarmos a Deus, nem tampouco nenhuma promessa divina de proteção, de perdão, de felicidade permanente, entre outras, ainda assim haveria benefícios na manutenção de um relacionamento intimo e pessoal com Deus.

Por isso e por muito mais, devemos buscar ser um exemplo vivo daquilo que Mateus afirma, nessa parte do Evangelho: Que um relacionamento com Deus é algo tão maravilhoso e de qualidade superior que concede a força necessária para vencer todos os males, desde que possamos observar os caminhos que Senhor nos apresenta. E, por incrível que possa parecer, esta verdade pode acontecer perfeitamente na sua família (se é que já não acontece!).

E, se você duvida dessa minha afirmação, vou apresentar apenas dois destes benefícios: Benefícios para a própria família - Estar ao lado de Deus envolve, invariavelmente, em uma transformação; uma transformação na forma de agir, de ver e viver a vida; uma transformação de ações e, principalmente, de reações. Porém, para que possamos formalizar essas transformações, faz-se necessário buscá-LO e ouvir Ele nos dizer, em alto e bom som: “vem! E quem ouve diga: Venha! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap 22,17); e,

Benefício para a vida pessoal - Não precisamos ir muito longe, basta olhar para o lado e vamos constatar, através de observações de fatos reais, que quando estamos ao lado de Deus mudam as companhias e conseqüentemente as influências; mudam os locais indesejáveis e de situações embaraçosas. Damos mais valor a saúde, amizade e a própria família. Além disso, há uma busca pela integridade, alegria de viver, disposição para o trabalho, harmonia no lar e equilíbrio nos relacionamentos. É com Deus que encontramos paz e a serenidade, ainda que em meio a situações adversas, dos problemas ou decepções.

Ou seja, estar com Deus nos inunda de uma esperança que nunca desvanece e nos conduzem a ações e atitudes que enobrecem a humanidade, uma irmandade que forma uma grande família, comunhão, fé, oração, o desejo pelo bem do próximo. Tudo isto já seriam motivos mais que suficientes para se investir pesadamente em um relacionamento íntimo e pessoal com Deus. Assim, como fizeram José e Maria.

E, tudo isso acontece, porque essa transformação é o objetivo maior de Deus para a nossa vida, mesmo sendo ela recheada de falhas e incredulidade; pois, “os sãos não necessitam de médico, mas sim, os doentes;” (Mt 9,12).

Assim, tenha a certeza que Deus quer nos proteger a nossa família, exatamente como fez com a família de José; e, essa vontade de Deus acontece porque Ele tem um plano para mim e para você exatamente como tinha para Jesus; um plano revolucionário, um plano lastreado no tamanho do Seu poder que pode transformar corações e restaurar vidas.

Na verdade, exatamente como ontem, é imperioso repetir a parte do Evangelho de Mateus que delineia a grande certeza da humanidade: Que Jesus é a única estrada que poderá nos reconduz à aliança definitiva que foi por Deus proposta quando disse: “Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo” (Ex 6,7).