domingo, 24 de abril de 2011

FELIZ PÁSCOA, CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!!!!

O termo “páscoa” deriva da palavra hebraica “pesah”, que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre. Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo primogênito na terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro não seria visitada pela morte (Êxodo 12,1-36).


Porém, hoje eu quero convidar você a festejar a o cumprimento da Promessa de Deus! É exatamente assim que convido você a entender Páscoa. Porque a Páscoa é a grande revelação do amor de Deus pela humanidade; e, principalmente, por cada um de nós individualmente. Até porque, o maior motivo de comemoração para os cristãos é que na Páscoa foi o dia em que nossos pecados foram perdoados; na Páscoa foi o dia em que o homem foi comprado por um preço muito alto e esse preço foi a vida do próprio filho de Deus, Jesus Cristo, que morreu para que todos nós pudessem ter vida eterna através D’Ele.

Jesus morreu, não resta dúvida. Mas, Jesus também ressuscitou; e, esse é o nosso maior motivo de orgulho, é isso que comemoramos na Páscoa. Jesus nos trouxe a paz. Porém, devemos pensar que Jesus não morreu para fazer Deus nos amar. Na verdade, Jesus não comprou o amor de Deus pelos pecadores. Foi exatamente o contrário: O amor Deus fez Jesus morrer por nós. Jesus foi, é e sempre será o canal pelo qual o amor de Deus nos alcançou.

A morte de Jesus foi o ato voluntário da vontade de Deus, pois a Sua obediência até a morte não foi uma obediência forçada, mas sim uma obediência voluntária e amorosa, mas devemos ter consciência que Jesus não morreu por acaso. É por isso que o nosso dever maior, por pior que pareça a situação, é focar sempre no domingo, lutando contra o pessimismo da sexta-feira.

Por isso, hoje sábado, devemos nos alegrar nesta certeza; pois, a alegria é o real significado da palavra Páscoa, passar por cima, pular além da marca ou passar sobre tudo aquilo que nos separava de Deus. E, para que possamos concretizar tudo isso na sua vida basta ter o coração e mente bem abertos a tudo aquilo que Deus planeja para a nossa vida.

Então só me resta desejar de todo o meu coração pra você e para todos os seus uma feliz Páscoa!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Conviver com Deus

Durante toda essa semana, que é a semana mais importante do ano, nos vamos falar de um momento muito especial no Ministério de Jesus; um momento emblemático e que nos traz uma lição impar sobre a nossa forma de agir e, principalmente, de reagir diante das situações adversas que teimam em acontecer na nossa vida. E, para isso, o nosso texto base é Mateus 26,36 a 56.

Para um perfeito enquadramento no tempo e no espaço, é necessário saber que os fatos narrados por Mateus acontecem logo depois de terminado a Festa da Páscoa; Jesus resolve atravessar o vale com os discípulos e foi para o monte das Oliveiras. Muitas vezes Ele tinha se retirado para aquele monte e ia até o jardim do Getsêmani para descansar, orar e ter momentos de comunhão com os discípulos, muitas vezes também passando a noite ali;

Porém, essa noite era diferente; o clima estava pesado, pois, Ele estava bem consciente do que lhe esperava. Jesus já sabia que tinha sido traído por um de seus seguidores mais próximos, vendido por 30 moedas de prata. Jesus também sabia que o impetuoso Pedro o negaria três vezes antes de o galo cantar na manhã seguinte; os demais apóstolos se espalhariam como ovelhas sem pastor; Ele passaria pela farsa de um julgamento, seria despido, açoitado, esbofeteado e por fim crucificado. Sabendo plenamente tudo o que estava para acontecer, Jesus procurou um lugar solitário para falar com Deus.

Jesus deixou oito dos discípulos na entrada do jardim e disse: “Sentem-se aqui, enquanto eu vou até ali para rezar” (Mt 26,36); e, levou Pedro, Tiago e João com Jesus para o jardim. Então aconteceu aquela espantosa e misteriosa agonia: Ele começou a ficar profundamente triste, como se estivesse para morrer. Jesus se virou para os três e disse: “Minha alma está numa tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem comigo” (Mt 26,38). Afastando Jesus só um pouco deles, caiu com o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26,39).

Essa oração de Jesus ressalta que o conviver com Deus exige certa dose de esforço e renúncia; e, que mesmo assim, devemos buscar, sempre, seguir os Seus parâmetros, fazendo que Ele seja algo necessário e imprescindível e não um mero luxo adicional na nossa vida. É exatamente nesta hora que Deus espera que possamos afirmar, exatamente como fez Cristo: “Eu estou ao teu dispor para onde tu quiseres me enviar me coloco submisso a ti Senhor para o teu querer em mim realizar”.

Porém, Jesus sabia que essa troca não seria fácil; como ainda não o é hoje; até porque, no nosso caso, essa troca representa ir contra tudo aquilo que somos doutrinados, pelo mundo moderno, a fazer, que é: pensar primeiro em si mesmo e sobrando espaço pensar mais um pouco em si mesmo; por isso, digo sem medo de errar, que devemos ter a certeza que Deus tem a capacidade (e a competência) de realizar uma transformação total e radical na nossa vida, basta abrir a porta do nosso coração para Ele.

E, essa transformação fatalmente nos levará a perguntar de todo o nosso coração: “Senhor, que queres que eu faça? Desejo ardentemente que a tua vontade seja feita na minha vida”. Tendo consciência disto, devemos procurar trazer respeitabilidade aos nossos discursos e as nossas ações, fugindo da teoria proclamada – onde o nosso discurso não tem qualquer relação com os nossos atos. Ou seja, temos que seguir o exemplo de Cristo e buscar ter no coração a máxima de que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fl 4,8).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ser interpelado por Jesus



O Evangelho de João (Jo 4, 4-26) nos fará gravitar junto de um poço, na cidade samaritana chamada Sicar; neste local Jesus, que estava de passagem, parou para descansar e encontrou uma mulher que veio tirar água. E, Jesus aproveitando a situação, inicia uma conversa, desafiando a mulher a mudar sua vida e seu destino.

E, esse cenário me fez lembrar que na última terça-feira (22/03) comemoramos o dia mundial da água. O dia mundial da água é um marco internacional para chamar a atenção para a conservação de água pura e por um manejo sustentável desse recurso natural. E essa comemoração tem toda relação com o Evangelho de João.

Esse episodio da vida de Jesus nos concede o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água e encontrou a fonte da vida eterna que foi disponibilizada pelo Filho de Deus, que estava descansando junto ao poço de Jacó.

Para uma compreensão dessa parte do texto de João, é necessário ter em mente que existia uma animosidade entre samaritanos e judeus. Historicamente, essa antipatia começou quando, em 721 a.C. a Samaria foi tomada pelos assírios, que começaram a se misturar com a população samaritana. E, esse fato, fez com que os judeus formassem uma opinião que os habitantes da Samaria começaram a se paganizar (II Re 17,29);

A relação entre as duas comunidades se deteriorou ainda mais quando, após o regresso do Exílio, os judeus recusaram a ajuda dos samaritanos (Ex 4,1-5) para reconstruir o Templo de Jerusalém (ano 437 a.C.). Por tudo isso, os judeus desprezavam os samaritanos e os consideravam hereges em relação à pureza da fé judaica; e os samaritanos pagavam aos judeus com um desprezo semelhante.

Mas, vamos voltar à cena: Como tinha dito, os diálogos passam-se à volta do “poço de Jacó”, situado no rico vale entre os montes Ebal e Garizim; aquele era um poço estreito, aberto na rocha calcária, e cuja profundidade ultrapassa os 30 metros; e, que segundo a tradição, teria sido aberto pelo patriarca Jacó. Jesus estava ali porque como qualquer ser humano, estava cansado e com sede por conta da viagem que era feita a pé; por essa razão, Ele parou junto ao poço para descansar enquanto seus discípulos foram buscar comida.

Durante esse período de descanso, uma mulher veio tirar água do poço e Jesus lhe ofereceu a oportunidade de servir ao mais nobre homem da história do mundo. Nunca passou alguém igual através da cidade dela. Mesmo diante de todo o Seu poder, Jesus, simplesmente pediu a ela um pouco de água.

Imagine a cena: Ao ser interpelada por Jesus aquela mulher ficou surpresa com seu pedido e pensou: Ali estava um judeu que reconhecia que ela existia. Ela, uma humilde mulher samaritana que teria sido ignorada e tantas vezes desprezada pela maioria dos homens judeus, imediatamente reconheceu que havia algo diferente com aquele viajante.

E, a conversa que se seguiu foi um exemplo marcante de como Jesus ensinava as pessoas a usarem uma linguagem diferente: Quando Jesus pediu água, a mulher naturalmente pensou em água do poço. Porém, Jesus imediatamente direcionou a conversa para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva que Deus estava lhe concedendo; e, se soubesse com quem estava falando, ela teria a consciência que a água que Cristo estava falando era a água espiritual, e não material.

E, isso demonstra que o Ministério de Jesus é o meio regular (aqui um adjetivo de dois gêneros, significando: Conforme as regras, as leis, as praxes, a natureza e bem proporcionado, harmonioso), por onde Deus procura transformar a vida das pessoas. Mas, para concretizar essa transformação se faz necessário prestar atenção nas palavras do Senhor.

Assim, nessa segunda-feira quero que você tenha a convicção que o Deus das bênçãos é melhor do que as bênçãos de Deus; e, a intimidade de Deus é o combustível necessário para seguirmos em frente cumprindo os Seus desígnios, na certeza de que Ele pode transformar água em vinho e que os problemas não vêm para nos afastar de Deus, mas para nos levar, cada vez mais, à presença D’Ele.
E, a nossa necessidade de estarmos na Sua presença é uma só: Ela, a necessidade, fomenta a força para continuarmos, mesmo nas situações adversas, a buscar um mundo melhor, tendo a certeza de que “somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou” (Rm 8,37) e “que passarão os céus e a terra, mas que as minhas palavras não passarão” (Mt 24,35).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Opção radical pelo Reino de Deus


Nesta mensagem eu gostaria de ser um pouco mais incisivo do que nos últimos quatro dias; esse meu posicionamento tem uma razão de ser: Jesus nos diz textualmente (assim mesmo no presente!) que para segui-LO é preciso expurgar sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção radical pelo Reino de Deus;
Apesar de ter medo da abrangência do termo “radical” e até onde ele pode nos levar; digo, sem medo de errar que a opção radical pelo Reino de Deus é essencial para aquele que desejam entregar o seu caminho ao Senhor; e, isso fica muito claro quando nos deparamos com os ensinamentos do profeta Isaias: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador” (Is 43, 10-11).
Esse é o ponto de vista que Jesus nos apresenta claramente, quando afirma que os discípulos estão muito atrasados na aprendizagem do “caminho do Reino de Deus”; esse atraso ocorre porque os discípulos ainda raciocinam em termos de lógica da sociedade judaica e têm dificuldade em se libertar dos seus interesses egoístas, dos seus esquemas pessoais, dos seus conceitos pré-estabelecidos, dos seus sonhos de grandeza e poder… Os discípulos não conseguem fazer a opção radical pelo Reino de Deus.
Ou seja, os discípulos teimam em não entender que a maior dificuldade que enfrentam é responder ao convite de Jesus de uma forma altiva e focada não no que acontece hoje; mas, sim no que estar por vir amanhã; eles não conseguem vislumbrar que as derrotas também fazem parte da vida e do caminho que, dia a dia, percorremos…
Mesmo diante desta realidade, que poderia ser desanimadora, Jesus continua com o seu processo instrução, dirigindo aos seus discípulos, e também a nós, as coordenadas para alcançarmos o porto seguro que advém de Deus. Isso porque, as Suas propostas se destinam àqueles que chamamos de discípulos de todas as épocas; esta instrução deve nos ajudar hoje
a purificar a nossa opção e a nos integrar, de forma plena, ampla total e irrestrita a comunidade do Reino de Deus que nos foi tão bem apresentada por Jesus ao mostrar a necessidade de uma opção radical pelo Reino de Deus.
Antes de qualquer coisa, Jesus demonstra aquele grupo que a comunidade Ele pretende construir não pode ser fechada, intolerante ou fanática, que se arroga à posse exclusiva de Deus e das suas propostas. Tem de ser uma comunidade que sabe qual o seu papel e a sua missão; e, que reconhece que não tem o exclusivo do bem e da verdade e que é capaz de se alegrar com os gestos de bondade e de esperança que acontecem à sua volta, mesmo quando esses gestos resultam da ação das pessoas que pensam ou agem diferente.
Por isso que Jesus exige dos discípulos um corte radical com os valores, os sentimentos, as atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino de Deus. O discípulo de Jesus nunca está acomodado, instalado, conformado; mas está sempre atento e vigilante, procurando deletar e eliminar da sua existência tudo aquilo que lhe impede o acesso à vida plena.
Ou seja, devemos fazer como Jesus fez e aprender a respeitar o outro e ver sempre o que há de bom. Não somos donos de Deus nem, tampouco controladores dos Seus dons e graças. Até porque, há muita gente boa e santa que não pensam como nós; por isso, é necessário agir como Jesus agiu e buscar as pessoas que possam estar disponíveis a divulgar o Seu Ministério no mundo.
Assim, para assumir uma opção radical pelo Reino de Deus devemos procurar crer, testificar e implementar o Ministério de Jesus; e para isso, faz-se necessário apresentar a nítida, clara e incontestável certeza de que Jesus não um mero chefe de uma religião; mas, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mas, para que isso aconteça precisamos viver plenamente a certeza de que "não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim." (Gl 2,20). Isso é fazer uma opção radical pelo Reino de Deus.
Ou seja, devemos confiar no poder transformador e restaurador de Deus, mesmo quando durante a nossa caminhada passarmos por provações; e, que diante delas, pela nossa natureza, cairmos, chorarmos e até questionarmos a Deus o porquê de tudo isso. E, ao fazermos uma opção radical pelo Reino de Deus, vamos ouvir o Senhor dizendo: “Vem, servo bom e fiel; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25,21).